sexta-feira, 12 de junho de 2009

Desacordo ortográfico


O herói continua empunhando o seu agudo mas a ideia não teve o mesmo êxito, portanto para com isso de acentuá-la, para que continuem te entendendo; o verbo também parou com o mesmo. Para mudar a pronúncia há que se ler a frase. Isolado escrito, não se sabe para que serve.
Para com isso! Quer me confundir?
Já não chega a maneira com que meus amigos lusitanos me escreviam direto e reto, com c incluído, eu comemoro a retirada disso, eles lamentam.
No próximo voo nada de usar chapéu.
Mesmo que a turma Europeia não aprove essa ideia, heroico seria o apoio, boia só quem não aprende e fica a ver asteroide ou navio melhor dizendo. Na Coreia, nem fizeram questão do acento desde a estreia, joia isso, menos na plateia, que ficou com paranoia feito uma jiboia, pensando numa assembleia contra o fato, ou seria o ato.
O pessoal de Portugal agora fará direta madrugada adentro.
Já o trema frequentemente faltava nos textos, até a linguiça no açougue já se apresentava sem há muito. Mas o som da pronúncia continua respeitado.
Sei que reformas são difíceis de entrar na cabeça, já passei por isso antes. Sou do tempo do cafezal, o grave caiu e tem gente que ainda o confunde com a crase, que nem acento é, mas isso é assunto a parte sem crase.
O pessoal dalém mar, com a deliciosa pronúncia original da língua, não acredita que houve um acordo ortográfico, entendem que foi mais um estupro e estão pensando em tirar o próprio assento da reta, desculpe o trocadilho, foi proposital.
Dou até razão aos donos originais da língua, já escrevi textos relatando isso, mas a causa é boa, gostaria que meus livros não precisassem ser revisados para estar disponível na Europa e na África.
O Brasil é o único país pan-americano que tem o português como língua pátria, observe como tem palavra que continua igual, outras até ganharam hífen.
Vou esquentar meu cafezinho no forno de micro-ondas, embora assim ficou com sabor diferente.
Voltei, continuando...
Oito países falam o português nos principais Continentes.
Então a melhor estratégia é continuar unidos e ter uma língua só, sem divisão.
Eu também amo a língua portuguesa, assim como os pioneiros. Gosto da norma culta e procuro aprender mais e mais. Já que a nossa língua é a mais técnica e com muitos pormenores. Entretanto cometo erros sempre.
Mesmo os que não creem, ou caso não se deem ao trabalho porque nao leem sobre isso, veem agora a necessidade disso, pois preveem possíveis enjoos de seus leitores com a nova norma.
Sorte que a baiuca não é mais frequentada, lembro-me da bocaiuva plantada em frente, cuja feiura por estar descuidada era igual a taverna.
Para piorar, ainda que se pela o pelo de tanto coçar, porém o polo muda, não sei para onde.
Sente-se, respire e tome um suco de pera, antes coa que fica melhor. Mas isso não acalma como maracujá.
Averigue bem, apazigue todos, se ele argui que não vai te ajudar, enxague você o copo que sujou.
Será que depois deste texto terei que fazer auto-hipnose, vou fazer no final uma auto-observação, não quero parecer anti-herói. Dizem que sou anti-imperalista, mesmo sem eu saber exatamente o que significa isso. Sou simples, dos que fica hospedados até em mini-hotel. Mas não estou aqui para fazer um autorretrato, essa matéria não é autossustentável, a minha autoanálise prova que o autocontrole fugiu do controle.
Escrevi tanto que palavras como antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma e ultrassom me soam esquisitas mesmo sem mudar a pronúncia.
Olhando pelo lado da evolução, é natural que um idioma se adapte em cada época.
Fazendo uma analogia, seria como perpetuar o computador 486 só porque esse modelo levou e trouxe o homem da Lua.
Qualquer telefone celular hoje (também conhecido por telemóvel) tem melhor performance.
O idioma para acompanhar a evolução vai se apropriando de novas palavras, enquanto isso conforme a globalização, regionalismos e neologismos se difundem.
Até o modo de falar e a pronúncia com sotaques diferentes vão se aglutinando.
Vamos discutir o assunto e defender nossos pontos de vista, mas temos que procurar um consenso, não podemos nos dispersar.

7 comentários:

Ademar Oliveira de Lima disse...

Estive por aqui conhecendo o seu blog!! Abraços Ademar!!

Dri Viaro disse...

Boa semana!!

to na correria, depois venho com mais tempo

bjsss

Rô Castro disse...

Oi Regis,que honra em ter como seguidor um escritor,e olha que redijo muito mal... Realmente,esse novo acordo ortográfico vai nós enlouquecer..

Abraços

Regis Copperfield disse...

O Blog Muito Interessante, do prof. Ademar conta mais sobre a história da nossa língua. Neste link http://no-repente.blogspot.com/2009/06/hoje-10-de-junho-dia-da-lingua.html

Dilberto L. Rosa disse...

Ia até brincar com o Copperfield de teu nome, mas já descobri o parentesco: a criatividade mágica é a mesma do xará famoso! Excelente texto, gostaria de uma cópia dele para mim, pois, em breve, tecerei algumas elucubrações sobre este tema em meu canto virtual, uma vez que amo a Língua e considerei esta tal "reforma" uma grande besteira mal engendrada! Enfim, um abraço de quam também quer muito bem a língua: ainda que sem os queridos tremas e com as confusões caras que esse povo resolveu arrumar!

Anoki disse...

Parabéns Regis

No twitter informam que consideraram essa como a melhor matéria sobre o acordo ortográfico,segundo jornais europeus. Você já autorizou algum publicar lá?

Abraços

cristinasiqueira disse...

Régis,
Quanto humor em assunto tão pedregoso.Colhi os frutos de tua sensível inteligência e até ficou mais fácil deglutir o cardápio imposto.
Parabéns!

Com admiração,

Cris